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nze de abril de 2012. Foi nesta data que o governador Pedro Taques (PSDB), na época senador pelo PDT, encaminhou ao Ministério Público Estadual (MPE) um ofício no qual repassava denúncia de supostos casos de corrupção no Detran, envolvendo o ex-presidente da autarquia Teodoro Moreira Lopes, o Dóia, e o deputado estadual Mauro Savi (PSB).
As suspeitas encaminhadas de forma anônima ao e-mail do seu então gabinete eram, basicamente, as mesmas denúncias que subsidiavam pedido de abertura de inquérito policial encaminhado à Defaz. O documento deu início às investigações que resultaram na deflagração da Operação Bereré, em 19 de fevereiro.
Conforme o ofício, encaminhado ao então Procurador-Geral de Justiça Marcelo Ferra, Taques requer que providências sejam tomadas. No documento enviado por meio dos Correios, o ex-senador anexou cópia do e-mail do destinatário “adeus corruptos” (mtlimpo@hotmail.com).
Reprodução
Ainda senador, Taques encaminhou ao MPE den�ncia sobre esquemas no Detran
Documento que saiu do gabinete do então senador Pedro Taques (hoje governador) à procuradoria
O cidadão, que se mantém no anonimato, diz não concordar com a imoralidade do Estado e ressalta conhecer a sujeira no Detran a fundo. Declara que a autarquia, como todos sabiam, era um órgão político, comandado, de fato, pelo deputado.
Diz que no Detran existia uma máfia. Cita, por exemplo, a máfia dos despachantes, em que realizavam adulterações de chacis de carros e moto, liberação de documentos e transferência sem a presença do condutor. Além disso, denuncia esquema de pagamento de propina, para que carros fossem liberados para o tráfego, mesmo em péssimas condições.
O denunciante ainda diz que Dóia e Savi eram donos de vários centros de formação de condutores (CFCs), que teriam sido colocados em nome de “laranjas”. Na denúncia, ainda há a acusação de um esquema de emissão de CNHs frias. Segundo o cidadão, funcionários da gerência de exames médicos e psicotécnicos lançavam exames como se o condutor tivesse feito, pelo valor de R$ 600.
A acusação que estava começando a ser investigada ainda apontava que a empresa fornecedora de água potável ao Detran pertencia a Dóia, Savi e Eumar Novack (hoje secretário executivo do Ministério da Agricultura). Tal empresa, no entanto, estaria em nome de laranjas.
Conforme a portaria, ainda levantava suspeita quanto ao esquema de compras de CNHs, em que a banca examinadora das provas receberia cerca de R$ 5 mil para fraudar os laudos e aprovar candidatos.
Pós-operação
Após a deflagração da operação, Taques diz que tentou rescindir contrato com a empresa envolvida no suposto esquema no Detran, a FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação Ltda. (atual EIG Mercados Ltda.), desde 2015, quando assumiu o governo.
Segundo o governador, à época, foram iniciadas as tratativas para rescisão do contrato. No entanto, uma multa de R$ 100 milhões por quebra de acordo foi empecilho para o desfecho.
Bereré
De acordo com o MPE, o esquema de fraude em licitação e pagamento de propina no Detran foi definido em uma reunião no gabinete de Savi, que detinha grande poder de influência na autarquia. Nela, ficou acertado direcionamento da licitação para que a FDL fosse contratada, além do esquema de pagamento de propina para a organização criminosa, liderada por Savi, Dóia, o presidente da Assembleia Eduardo Botelho (PSB), o ex-governador Silval Barbosa (sem partido) e o ex-deputado federal Pedro Henry.
Para a operacionalização do esquema e tentativa de “lavar” o dinheiro oriundo da autarquia, a empresa de fachada Santos Treinamento, na qual Botelho foi sócio, foi criada e contratada pela FDL.

Fonte: RD News
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