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O avanço expressivo dos canais digitais no setor bancário provoca mudanças de hábitos nos consumidores, que têm abandonado os meios tradicionais de pagamentos ou transações financeiras para reivindicar - e aderir a - formas mais ágeis e eficazes de relacionamento com os bancos. O cheque é um exemplo: em 2017, o número de cheques compensados no Brasil caiu para 494 milhões; uma redução de 85% em relação ao ano de 1995, início da série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques. Na comparação com 2016, a queda foi de 14% - naquele ano, foram compensados 576,4 milhões de documentos em todo o País.
A queda do número de cheques compensados no período ocorreu num momento de grande expansão do número de contas correntes no País. A Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária revelou que o total de contas correntes, que, em 1995, totalizava 39 milhões no Brasil, alcançou 155 milhões em 2015.
Houve, também, redução expressiva no número dos cheques devolvidos e sem fundos na comparação entre 2017 e o ano anterior. Em 2016, o número de cheques devolvidos foi de 50 milhões; em 2017, esse total caiu para 39,3 milhões - uma redução de 21,4%. Em relação aos cheques devolvidos sem fundos, o total caiu de 38,6 milhões, em 2016, para 29,5 milhões no ano passado (-23,5%).
As estatísticas, que têm como base a Compe - Serviço de Compensação de Cheques, revelam que cada vez mais clientes bancários têm deixado de usar cheques e optado por outros meios de pagamento, em especial as transferências eletrônicas.
A Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária revelou que as operações realizadas por internet banking e mobile banking representaram 57% do total, em 2016. Pela primeira vez, o mobile (aplicativos de bancos para celular) superou o internet banking em volume de transações: foram 34% de operações pelo celular e 23% pela internet, somando, ambos, 36,7 bilhões de operações feitas pelos brasileiros em 2016.
“Os números mostram que o cliente bancário tem acompanhado a evolução tecnológica dos meios de pagamento digitais no Brasil, que crescem exponencialmente a cada ano”, avalia Walter de Faria, diretor-adjunto de Operações da FEBRABAN.
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