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Padrasto teve prisão preventiva cumprida nesta terça-feira (20), em Aripuanã. Vítima tem 13 anos e era abusada pelo suspeito desde os 7 anos, segundo delegado.

Valdir de Oliveira, de 44 anos, foi preso suspeito de abusar da enteada por quase 7 anos (Foto: Polícia Civil-MT/ Divulgação)
Valdir de Oliveira, de 44 anos, foi preso suspeito de
abusar da enteada por quase 7 anos
(Foto: Polícia Civil-MT/ Divulgação)

 

Um homem de 44 anos, suspeito de abusar sexualmente da enteada dele, de 13 anos, foi preso em Aripuanã, a 976 km de Cuiabá, nesta terça-feira (20). Valdir de Oliveira teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após representação feita pelo delegado Alexandre da Silva Nazareth, na sexta-feira (16). O G1 não conseguiu localizar a defesa do suspeito.
De acordo com as investigações, a adolescente sofria os abusos desde que tinha 7 anos de idade.
Na representação pela prisão, o delegado afirma que os assédios começaram quando o padrasto a induziu a levar um sabonete para ele durante o banho, a fim de que a vítima o visse nu, tendo, mais tarde, tentado obrigá-la a masturbá-lo, ato interrompido com a chegada da mãe.
"Ele era o inimigo mais sorrateiro, dissimulado e abjeto que uma infante pode ter dentro de casa. Era como um demônio agindo pelas sombras", diz trecho do documento.
Conforme o delegado, em outra ocasião, o padrasto conseguiu o que queria e, quando estava prestes a completar 8 anos, a menina chegou a contar para a mãe o que estava acontecendo, mas não conseguiu convencê-la diante das negativas do suspeito.
Segundo a polícia, nos anos seguintes, a família da vítima se mudou algumas vezes de cidade, mas os abusos continuaram.
Durante um tratamento de saúde do irmão de 5 anos, que obrigou a mãe da vítima a passar pelo menos duas semanas em Cuiabá, o suspeito teria cometido os abusos sempre que chegava do trabalho, obrigando a menina a se despir, beijando-a e apalpando seu corpo, além de coagir a criança a masturbá-lo.
Conforme o delegado, os abusos diminuíram após a família se mudar para a casa da avó da vítima em Castanheira, a 780 km da capital, para facilitar os deslocamentos da mãe para a capital, a fim de dar continuidade ao tratamento do filho mais novo, mas voltaram a aumentar quando a família se mudou para Juína, sendo que o suspeito chegou a obrigar a vítima a desfilar para ele.
 
Quando a família retornou para Aripuanã, houve uma progressão nas agressões sexuais, segundo o delegado, quando o suspeito teria tentado consumar o ato sexual com a enteada por mais de uma vez, não conseguindo apenas porque "em todas as tentativas ela reclamava das dores e implorava por misericórdia".
"Assim foi. Nascida no mês 7 de seu ano, explorada sexualmente desde os 7 anos de vida, por um período de quase 7 anos, pelo monstro do padrasto. Superstição? Sina? Sem tempo para elucubrações, o maníaco solto oferece risco à integridade física e psicológica da vítima", afirmou o delegado, na representação.
Ainda conforme o delegado, exames periciais feitos na adolescente constataram que ela sofreu violência sexual.
Segundo a polícia, Valdir de Oliveira deve responder pelo crime de estupro de vulnerável majorado, cuja pena máxima supera 15 ano
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