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O Ministério Público Estadual instaurou uma investigação para apurar a conduta de três policiais civis de Cuiabá. F.B.S, G.A.F e A.V.F.S, lotados na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores da Capital (DERRFVA/MT), são suspeitos de terem exigido R$ 20 mil de uma pessoa a quem investigavam por um roubo de carro. 

A portaria do procedimento preparatório foi assinada pelo promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, nesta terça (13). Segundo a portaria, os servidores são investigados por tentar obter vantagem indevida em razão do cargo que ocupam. 

Na denúncia no âmbito criminal que corre junto a 7ª Vara Criminal é relatado que no 7 de fevereiro de 2017 os policiais foram até o assentamento “Flor da Mata”, na região do Coxipó do Ouro, com um veículo descaracterizado. No local teriam abordado um homem que estaria com um veículo roubado na garagem da residência. O suspeito foi levado à delegacia. 

No caminho, um dos policiais ofereceu um “acerto” para liberar o veículo e o para que o suspeito se livrasse do flagrante de roubo do carro. Outro policial que apresentou como delegado propôs ao homem que o mesmo pagasse R$ 20 mil para que fosse feita “vistas grossas”. Os servidores chegaram a ameaçar um filho do suspeito que estava preso. Os policiais afirmaram que tudo tinha que ser mantido em segredo caso contrário matariam o filho do suspeito. 

O homem afirmou que tinha apenas a quantia de R$ 10 mil. O suspeito e a esposa foram até o banco para sacar a quantia e repassar a um dos policiais, que teriam acompanhado o casal neste percurso. Os policiais então teriam dado mais dois dias para que o casal conseguisse os outros R$ 10 mil. 

Foi comprovado que o veículo possuía apenas pendências administrativas e não era produto de roubo. O homem então denunciou os policiais na Corregedoria Geral da Polícia Civil. Os policiais são investigados por vantagem indevida e improbidade administrativa. O promotor determina que seja oficiada a Corregedoria da Polícia Civil para informar acerca da existência ou não de procedimentos disciplinares em face dos policiais em relação aos fatos em análise e, em caso positivo, requisita cópia do relatório final do processo administrativo disciplinar instaurado em desfavor dos servidores. 

Por meio de assessoria, a Polícia Civil afirmou que assim que tomou conhecimento de denúncia de três policiais civis investigados por exigir vantagem indevida no exercício da função, abriu procedimentos (criminal e administrativo) junto à Corregedoria-Geral da instituição para apurar as condutas. Um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) foi aberto contra os servidores. Logo após a denúncia, os policiais foram imediatamente transferidos da unidade em que trabalhavam na época dos fatos. 
Fonte:ALINE ALMEIDA/DIÁRIO DE CUIABÁ
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