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Fifa convoca reunião para tratar de novo Mundial de Clubes e de uma Liga Mundial de seleções
Gianni Infantino tem pressa. O presidente da Fifa convocou uma reunião de emergência com os principais dirigentes do futebol mundial para tratar sobre a proposta que a entidade recebeu pelo Mundial de Clubes reformulado e um novo torneio de seleções, uma Liga Mundial. A informação é do New York Times. A proposta é de US$ 25 bilhões, o que a torna extremamente sedutora para os dirigentes da Fifa, ao mesmo tempo que levanta diversas questões. A proposta faz a Fifa ter pressa, deixa muitos dirigentes desconfiados e, aparentemente, cria uma briga ainda maior entre os principais clubes da Europa e a Uefa com a Fifa.
Há duas semanas, o próprio New York Times reportou que um grupo de investimento fez uma proposta em março, em reunião do Conselho da Fifa na Colômbia, e os dirigentes decidiram adiar a decisão. A proposta é de US$ 25 bilhões por três edições e com completa autonomia da empresa para escolha da sede, venda de direitos de TV e também com a mudança de formato para ter 24 times em um torneio a cada quatro anos, como a Copa.
Os dirigentes até agora não aceitaram a ideia, por vários motivos. Um deles é que ainda não se sabe quem faz parte do consórcio que fez a proposta, o que Infantino justificou dizendo que havia uma cláusula para não revelar - e prometeu dar mais detalhes nessa reunião de emergência convocada pela entidade. Além disso, os dirigentes temem que essa nova competição vire uma concorrência para torneios que já existem. Segundo Infantino teria dito aos dirigentes, a proposta precisa ser aceita em até 60 dias.
A Fifa confirmou a convocação da reunião de emergência, mas ainda não definiu a data. Segundo um porta-voz da Fifa disse ao New York Times, a Fifa está consultando todas as partes interessadas em relação a potenciais mudanças no Mundial de Clubes. A abordagem que Infantino tem em relação ao assunto deixa diversos dirigentes com um pé atrás e a reunião é para explicar aquilo que se sabe sobre a ideia, a proposta.
A Associação Europeia de Clubes (ECA, da sigla em inglês) já se mostrou contrária à ideia de um Mundial de Clubes nesses moldes. A entidade quer menos jogos para os clubes e, claro, o Mundial de Clubes é sempre objeto de preocupação. Há um temor com uma disputa entre os clubes e seleções, e com a potencial oposição dos clubes a um Mundial expandido, o problema continuaria existindo, e em um nível de clubes. E uma provável nova competição de seleções aumentaria mais ainda a insatisfação de clubes europeus.
Segundo o documento visto pelo New York Times, a Fifa defendia a proposta de US$ 25 bilhões, porque o torneio atualmente pode render até US$ 1 bilhão e o consórcio fez proposta de US$ 3 bilhões por edição. O resto do dinheiro seria para o novo torneio de seleções, nos moldes do que a Uefa fez entre seus países, a Liga das Nações da Europa.
A Uefa é uma opositora voraz dos dois torneios, tanto do Mundial de Clubes quadrienal de 24 times quanto a Liga Mundial das Nações. Isso porque os dois torneios criariam concorrência para os seus próprios torneios, a Champions League entre os clubes e a Liga das Nações nas seleções, que começa ainda neste ano, após a Copa do Mundo.
Se a Europa é contra, a Fifa encontra apoio nas outras confederações, como a Ásia e as Américas – Concacaf e Conmebol. Não é difícil entender a razão: essas confederações querem seus clubes competindo com os famosos clubes europeus, que atualmente dominam financeiramente o mundo do futebol.
Infantino terá dificuldade em aprovar a ideia sem o apoio da sua confederação mais rica e influente, a Uefa. Reinhard Grindel, alemão que faz parte do Conselho da Fifa, é um crítico voraz da forma como o presidente da Fifa administra a entidade. Ele disse a Infantino que a organização deveria focar em gerir os torneios de seleções e não se meter nos interesses dos clubes.
Pelo seu lado, Infantino pensa nos US$ 25 bilhões como uma forma de aumentar a arrecadação das confederações, uma promessa de campanha. Além disso, as mudanças, tanto com a liga de seleções quanto com o Mundial de Clubes expandido, agradariam diversos países no mundo. O dirigente diz que o dinheiro ajudaria diretamente os 211 países filiados. Ou seja: seria um ótimo movimento político para ele, que poderá tentar a reeleição no próximo ano. Com isso, fica mais fácil entender a empolgação e a pressa de Infantino em aprovar a ideia. Deve ser uma batalha intensa entre Uefa e clubes europeus contra a Fifa de Infantino. Que comecem os jogos.
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