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O comércio das cidades de Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Primavera do Leste e Jaciara fechou as portas na tarde desta sexta-feira (25), em apoio à greve dos caminhoneiros, após acordo entre as prefeituras, vereadores e entidades.
 
No site da prefeitura de Primavera do Leste (244km de Cuiabá), a assessoria publicou uma nota explicando que o prefeito Léo Bortolin, entidades e vereadores decidiram fomentar apoio à greve, e assinaram um documento de mobilização pública pedindo que o comércio interrompesse as atividades a partir das 15h30 desta sexta, e que os funcionários fossem até as BRs manifestar seu apoio.
 
A decisão nas outras cidades também partiu das prefeituras. Segundo comerciantes, a ideia é se juntar aos caminhoneiros antes que as forças nacionais cheguem para tirá-los de lá. A loja de calçados e confecções Flamboyan, por exemplo, é uma das que está fechada em todas as cidades citadas.
Entenda.

O governo federal anunciou que vai utilizar forças nacionais para retirar caminhoneiros em greve das rodovias. Isso aconteceu após, na noite da última quinta-feira (24), uma suposta proposta para suspender a greve dos caminhoneiros por 15 dias.
Nesta sexta-feira (25) os manifestantes continuam a bloquear pelo menos 29 trechos de rodovias federais que cortam Mato Grosso. Em outros Estados, a situação é a mesma. Vale lembrar que diversos serviços foram suspensos ou reduzidos por conta da falta de combustível. O protesto já dura cinco dias e tem reflexos em diversos setores.
 
Os caminhoneiros estão passando dia e noite nos pontos de bloqueio. A comida e água que recebem, são de doações. Além disto, acrescentaram que só pretendem desmobilizar o movimento quando o problema for resolvido.
 
Na manhã da última quarta-feira (23), o presidente Michel Temer se reuniu com ministros para discutir a greve dos caminhoneiros, que acontece em todo o país. A conversa ocorre no dia seguinte ao anúncio da Petrobras de redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias. Com esta decisão, o governo espera conseguir negociar com o movimento dos caminhoneiros, que se queixam do preço final do diesel.
 
Em razão da greve dos caminhoneiros que paralisaram o transporte e o consequente bloqueio nas bases de distribuição, o abastecimento nos postos está comprometido. Com a falta de produto em alguns estabelecimentos, os usuários passam a procurar outros. Além disto, o medo de que acabe o combustível também aumenta a demanda, o que pode esgotar todas as reservas dos postos.
  
A mobilização foi proposta pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e iniciou na manhã desta segunda-feira (21). Em razão dos pesados impostos e do baixo valor dos fretes, a categoria afirma que enfrenta uma grave crise e articula ações em todo o país para evidenciar o descontentamento com a atual política econômica. A PRF mantêm o diálogo com os caminhoneiros.
 Fonte: Olhar Direto
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