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organização criminosa istalada no coração do Detran desde 2009 é formada por três núcleos independentes, mas interligados. De acordo com o Gaeco, o esquema de pagamento de propina e lavagem de dinheiro era operado por 40 pessoas divididas entre os núcleos de liderança, operação e subalterno. Instaurada nas gestões de dois governadores, Silval Barbosa (sem partido) e Pedro Taques (PSDB), os repasses ilícitos teriam movimentado R$ 30 milhões.
Na atual gestão, o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques foi o responsável por dar continuidade ao esquema de recebimento de propina da EIG Mercados Ltda., que mantém contrato junto à autarquia estadual. Conforme a investigação, ele integra o grupo de liderança da organização criminosa formada por políticos, funcionários públicos e empresários.
O esquema de pagamento de propina e lavagem de dinheiro é investigado na Operação Bereré, que nesta quarta (9) teve sua segunda fase deflagrada (Operação Bônus), com a autorização do desembargador José Zuquim, do Tribunal de Justiça.
Mario Okamura
quadro propinoduto no Detran Opera��o B�nus
De acordo com o Gaeco, o esquema de pagamento de propina e lavagem de dinheiro era operado por 40 pessoas divididas entre os 3 núcleos 
A nova fase tem como principal fonte o acordo de colaboração premiada do empresário José Ferreira Gonçalves Neto, sócio da EIG – outro sócio, José Henrique Ferreira Gonçalves, também corrobora. Teodoro Moreira Lopes, o "Dóia", ex-presidente do Detran e primeiro delator da operação, relata que as irregularidades tiveram início em uma reunião da qual participou no gabinete do deputado Mauro Savi (DEM).
Na oportunidade estavam presentes, além do parlamentar, os investigados Marcelo da Costa e Silva e Roque Anildo Reinheimer, que ofereceram a execução da atividade de registro junto à autarquia e se comprometeram a apresentar uma empresa para a efetivação do contrato. Foi então que a EIG surgiu (à época com o nome de FDL Serviços).
Ainda conforme Dóia, em forma de agradecimento pelo fechamento do negócio, Marcelo Silva repassou dinheiro para as campanhas de Savi e de Silval - R$ 750 mil para cada -, que na época disputavam a reeleição à Assembleia e ao governo, respectivamente.
Com o contrato em andamento, Savi, Dóia e Claudemir Pereira dos Santos (braço direito de Savi), organizaram o esquema de pagamento de propina na ordem de 30% do valor recebido pela EIG.
Para os repasses ilegais e lavagem de dinheiro, empresas de fachada foram criadas, entre elas a Santos Treinamento, que teve em momentos diferentes o deputado Eduardo Botelho (DEM), Roque Anildo, Claudemir dos Santos, Antonio Eduardo da Costa e Silva e Rafael Yamada Torres, como sócios.
Gestão Taques
De acordo com delação de José Ferreira, após acertar os pagamentos com a antiga gestão Silval Barbosa a EIG contratou o acusado Valter José Kobori como Chief Executive Officer, que, posteriormente, passou a ser o responsável pelo recolhimento de propina, já na gestão tucana.
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Jos� Kobori
Kobori acertou com Paulo Taques e irmão, Pedro Zamar Taques, repasse de propina anual
O Gaeco aponta que, em 2014, Kobori acertou com Paulo Taques e seu irmão, Pedro Zamar Taques, o pagamento de propina anual. A ideia era fazer o repasse por meio do escritório de Paulo, que tem o irmão Pedro como sócio. Justamente, por isso, em 6 de outubro, dia seguinte da eleição, foi assinado um substabelecimento em que o escritório D’ Almeida Cordeiro & Mesquita Advogados Associados, contratado pela EIG, repassava aos irmãos Taques os poderes para defender os interesses da empresa.
José Ferreira declara, no entanto, que não aceitou fazer o pagamento daquela forma. Kobori então decidiu ser o “atravessador-dissimulador”, recebendo pessoalmente o valor. Em dezembro, o empresário pagou R$ 1,4 milhão, repassado ao primo de Taques.
Já em 2015, em nome de Paulo Taques, Kobori teria solicitado do delator o pagamento de R$ 1,2 milhão de propina. O valor foi pago por meio da EIG, em dez parcelas, em 2016.
Núcleos
Deflagrada nesta quarta, a Operação Bônus resultou na prisão de Savi, Paulo Taques, Pedro Zamar Taques, Kobori, Roque Anildo e Claudemir Pereira. Segundo o Gaeco, os três núcleos da organização eram autônomos.
O núcleo de liderança tinha a responsabilidade de garantir a implementação e manutenção do esquema na autarquia. Entre outros, faziam parte deste grupo Paulo Taques, quando estava à frente da Casa Civil, e o deputado Mauro Savi.
O núcleo de operação era direta ou indiretamente responsável pela operacionalização dos esquemas de obtenção de vantagens ilícitas no âmbito do Detran. Eles materializaram a vontade da liderança. Entre outras pessoas faziam parte deste núcleo Pedro Zamar Taques, Roque Anildo, Kobori e Claudemir Pereira.
Já o núcleo subalterno era composto por pessoas que exerciam funções de menor complexidade, porém vitais ao funcionamento da organização criminosa. Elas eram responsáveis por fazer fluir o dinheiro relacionado às vantagens ilícitas obtidas pela organização, sendo os destinatários primários da propina que tem a incumbência de movimentar o dinheiro, seja para que ele chegue aos destinatários finais, seja para esconder a sua origem ilícita.
Outro lado
A EIG, por meio de nota, afirma que tem colaborado com as investigações, mas que irá se manifestar apenas nos autos.
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