Bem-vindo(a). Hoje é Juruena - MT

Geraldo Magela/Agência Senado
O risco de desabastecimento vivido pela população em função da greve dos caminhoneiros, que já completou quatro dias nesta quinta-feira, 24, está gerando uma onda de ‘aproveitadores da crise’ e que precisa ser combatida duramente.
O alerta foi feito pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), líder do Bloco Moderador, duramente debate em plenário. Ele defendeu a ampliação e a intensificação de diálogos com os segmentos envolvidos  porque há risco até mesmo de “uma convulsão social”.
Fagundes confirmou que nesta sexta-feira, 25, o Senado Federal deverá apreciar medidas que possam encaminhar solução para a paralisação. Desta forma o republicano cancelou parte da agenda prevista para o Estado. “Vamos buscar um entendimento. Essa questão é prioritária” – disse. Wellington disse que a alta do preço dos combustíveis tem um “impacto muito maior” em Mato Grosso, em função da produção agrícola e pecuária do Estado.
Segundo o senador, está havendo abusos em todo o Brasil, como no caso da revenda de combustível. Em vários postos, o litro da gasolina chegou a ser comercializado a R$ 9,99 o litro. “Não podemos permitir que neste momento os aproveitadores da crise se beneficiem” – disse, em aparte ao pronunciamento da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS). “O consumidor hoje está sendo lesado” – acrescentou.
Ele também informou que tem procurado discutir alternativas com vários segmentos desde que o movimento dos caminhoneiros foi deflagrado, no começo desta semana. Inclusive no âmbito da distribuição de combustível. O diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (SindPetróleo), Nelson Soares Júnior, por exemplo, alertou para o risco de calamidade pública em função do desabastecimento.
“Não haverá combustíveis para ambulância, viatura da Polícia Militar, gerador de hospitais, fora o estrago em granjas e outras atividades que dependem de insumos que estão presos nos bloqueios” – assinalou.
Segundo relato de Soares, grande parte do Estado já está sem combustível e alimentos. “Em Cuiabá – disse o senador – há filas enormes nos postos. A situação é crítica”. Ele também tem mantido diálogo com o ministro dos Transportes, Valter Casimiro Silveira, que, por sua vez, esteve reunido com a Presidência da República. “Todos estão sendo atingidos por essa paralisação e os prejuízos são incalculáveis” – observou.
A greve dos caminhoneiros foi deflagrada contra a disparada do preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras, em vigor desde julho de 2017. Na quarta-feira, 23, as empresas transportadoras de carga aderiram ao movimento dos caminhoneiros, que até então era predominantemente conduzido pelos autônomos.
Cumprimento da Lei – O senador também cobrou o cumprimento da legislação. Ele lembrou que em 2015 foi votada, após entendimento, a Lei 13.103 – a chamada Lei dos Caminhoneiros, mas que o Governo “não deu sequência àquilo que trabalhamos”. Ele citou como exemplo, a exigência de implantação das chamadas áreas de descanso nas rodovias, que acabou não saindo do papel. “Pelo que sei, iniciou-se uma construção em Santa Catarina, e não está concluída” – destacou.
“Ou seja, a gente discute muito, vota, e o Governo não dá sequência, por isso acaba acontecendo um descrédito. Então, por isso, quero trazer aqui a razão também dos caminhoneiros, porque aquilo que foi votado, que foi negociado também não foi cumprido por parte do Governo, para trazer mais estabilidade e mais condições para o nosso caminheiro brasileiro” – disse.

FONTEDa Assessoria
Marcadores: ,

Postar um comentário

O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.