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 Leitão, Ezequiel, Sachetti, Ságuas, Valtenir, Fabio e Galli opinam sobre  enxugamento proposto por bancada do PSDB
Na última semana, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB),  em conjunto com a bancada tucana na Câmara, apresentou duas Propostas de Emenda Constitucional (PEC) que visam reduzir 144 vagas no Congresso Nacional e 20% no orçamento individual dos parlamentares federais, vinculando os gastos nas Assembleias e Câmaras Municipais. A medida anunciada em ano de disputa eleitoral é avaliada por maioria dos parlamentares como oportunista e eleitoreira, além de não resolver o problema do peso que representa a máquina pública para os contribuintes brasileiros.
 Leitão pondera que os poderes precisam realizar esses cortes de gastos. “Ainda existe muita gordura para queimar, se assim for feito nem precisa cortar na carne”. Para o tucano não se pode mais adiar esse tipo de discussão e o fato da proposta vir às vésperas das eleições não significa que se trata de oportunismo eleitoral.
Dos oito deputados federais por Mato Grosso, a maioria diz que apoia a redução mas com ressalvas, por acreditar que a discussão precisa ser mais ampla. Ságuas Moraes (PT) diz considerar estranho um projeto deste tipo em ano eleitoral. "Na verdade isso soa como questão eleitoral para favorecer o Geraldo Alckmin".
“Obviamente que é importante reduzir gastos, mas tem que ser uma discussão que compreenda todos os poderes. Da forma como está proposta vai ser uma economia pífia. Eu sempre digo que se não tiver salário para deputado, vai preencher cadeira do mesmo jeito, porque muita gente está lá por causa de outros interesses. Por isso vejo com bastante ressalva esse tipo de assunto em período eleitoral”, diz o petista.
Adilton Sachetti (PRB) pondera que não é só reduzindo a quantidade de deputados e senadores que se vai resolver o problema do Brasil, da Câmara, do Senado. “Tem que se discutir o todo. É válida uma reforma administrativa que compreenda todos os setores do Legislativo”.
Três parlamentares federais se manifestam indecisos quanto ao apoio às normas. Valternir Pereira (MDB) diz considerar que a discussão seria ideal no próximo ano, quando o Congresso estará renovado. “Penso que a conjuntura de 2019, quando Senado e Câmara iniciarão um novo período legislativo, seja a janela mais oportuna para debater com clareza e de forma ampla reduções desta natureza”.
Valtenir defende que a discussão sobre corte de gastos já é uma realidade, e que a iniciativa mais contundente em vigor é a PEC 55/2016, que estabelece por 20 anos o teto de gastos vinculado à correção inflacionária aliada aos gastos do ano anterior.

Ainda existe muita gordura para queimar, se assim for feito nem precisa cortar na carne, diz Nilson Leitão

 Ezequiel Fonseca (PP) pontua que a proposta é positiva, mas o tempo na qual foi apresentada é ruim. “Não é o ideal, mas é uma sinalização para a mudança. É o início de um momento novo que o país está passando. Essa pode ser uma proposta para enxugar a máquina pública. Em relação à redução no custo dos poderes, penso que o Brasil inteiro está passando por uma comoção geral e todos os poderes vão contribuir. Penso que o momento é ruim, porque estamos passando por momento de eleição, e a proposta pode parecer eleitoreira. Mas é um projeto que pode dar certo em prol do enxugamento da máquina”.
 Fabio Garcia (DEM) também avalia que a proposta pode ser encarada como uma medida eleitoreira. “Há bastante tempo eu venho defendendo a redução dos gastos no Brasil. Tanto é assim que votei a PEC do Teto dos Gastos. Em tese, cada poder tem fazer o seu papel. Todo mundo tem que cortar na carne. Mas espero que não seja uma proposta apenas eleitoreira, já que foi feita perto das eleições. Também espero que o PSDB realize esses cortes onde governa, para que não fique essa proposta apenas no discurso”.
Favorável
Já  Victório Galli (PSL) pondera que vê as medidas apresentadas por Leitão como eficientes e avalia que a redução de 144 cadeiras, entre Câmara e Senado, não deverá comprometer representatividade democrática. “Acredito que a redução do número de vagas no Congresso não vai interferir na representatividade dos Estados, se em todas as unidades da federação existir a redução de vagas”.
Leitão explica que tem consciência de que reduzir o número de vagas na Câmara e no Senado não vai resolver o problema do país. O parlamentar justifica que os gastos da União hoje com o Congresso representam um valor ínfimo se comparado a totalidade do custo administrado pela União.
Gilberto Leite
Carlos Bezerra
  Carlos Bezerra, parlamentar mais experiente da bancada, não comentou o assunto
De acordo com a LOA da União deste ano, Câmara e Senado vão gastar R$ 10,4 bilhões. Esse valor representa 0,29% do montante que será gasto pela União em 2018, que é de R$ 3,5 trilhões.
Considerando os 513 deputados e os 81 senadores, mais o batalhão de 17 mil servidores que estão a serviço das duas casas, cada parlamentar custará este ano cerca de R$ 17,6 milhões para os cofres públicos.
Se a proposta de Leitão estivesse valendo hoje, seriam economizados em 2018 cerca de R$ 2,5 bilhões no Congresso. Para efeito de comparação, com esse valor seria possível construir 31 unidades de pronto socorro como a que está em construção na Capital mato-grossense, cuja obra é avaliada em R$ 80 milhões e com capacidade de 315 leitos.
 entrou em contato com o deputado Carlos Bezerra (MDB). No entanto,  não obteve resposta até a publicação desta matéria.
Fonte: RD News
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