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avó e a bisavó da índia recém-nascida – que foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família dela em Canarana, a 838 km de Cuiabá –, não aceitavam a criança pelo fato dela ser filha de mãe solteira e o pai ser de outra etnia. A informação consta na investigação da Polícia Civil.
A bisavó Kutsamin Kamayura, de 57 anos, está presa desde a semana passada e a avó, Tapoalu Kamayura, de 33 anos, acabou presa na sexta-feira (8). O G1 não localizou o advogado delas.  A Polícia Civil diz que pediu a prisão da bisavó e da avó após ouvir testemunhas que falaram sobre a conduta e a participação delas no crime.
A índia recém-nascida sobreviveu depois de ficar seis horas enterrada e foi resgatada por policiais. apoalu tinha conhecimento da gravidez da filha, de 15 anos, em razão da adolescente ser solteira e o pai da criança já ter casado com outra indígena e pertencer a outra etnia. Durante a gravidez, ela também ministrou chás abortivos para interromper a gestação, segundo os depoimentos colhidos.
Para a polícia, a mãe da adolescente premeditou e planejou junto com a bisavó. Juntas, elas planejaram o que seria feito com o bebê logo depois do parto. A bisavó alegou que a criança não chorou após o nascimento, por isso acreditou que estivesse morta e, segundo costume de sua comunidade, enterrou o corpo no quintal, sem acionar os órgãos oficiais.
Entretanto, a investigação descartou o infanticídio praticado por algumas etnias. Tanto a bisavó quanto a avó estão presas na a cadeia pública de Nova Xavantina, a 651 km de Cuiabá.
Em nota enviada ao G1 nesta segunda-feira (11), a Fundação Nacional do Índio (Funai) informou que aguarda a apuração de todos os fatos pelas 'instâncias responsáveis' e acompanha o caso por meio das unidades locais e nacional. Afirmou ainda que vai 'contribuir', quando solicitada, no âmbito de suas atribuições.

Estado de saúde

A bebê está internada desde quarta-feira (6) em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Ela passou por uma cirurgia para passagem de catéter para fazer diálise peritonial, uma vez que apresenta quadro de insuficiência renal. O último boletim médico, divulgado no domingo (10), mostrou que a menina continuava internada, com sedação e respirava com a ajuda de aparelhos. 

Resgate

A Polícia Civil estima que a criança ficou enterrada por seis horas – entre as 14h e 20h de terça-feira em uma cova de 50 centímetros de profundidade. A menina foi levada às pressas por uma ambulância para o hospital da cidade. Ela recebeu oxigenação e começou a ser atendida na unidade de saúde. Os médicos descobriram que a recém-nascida teve um afundamento no crânio. O bebê passou por um exame de raio-X que apontou duas fraturas na cabeça.
Fonte:G1
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