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Apenas cadeiras de deputados que não concorrem à reeleição devem passar por mudança, avaliam os analistas políticos Onofre Ribeiro e Alfredo da Motta Menezes.

Apesar do clima de indignação com a política vivido no país atualmente, a tendência é de que a renovação na Assembleia Legislativa seja mínima. A avaliação é de especialistas consultados pelo  em meio à campanha eleitoral deste ano. De acordo com as últimas pesquisas eleitorais divulgadas, devem se eleger nomes que já ocupam uma cadeira na Assembleia ou que já sejam conhecidos como ex-secretários e vereadores.
O jornalista e cientista político Onofre Ribeiro avalia que a tendência é de que o Legislativo continue sendo um “puxadinho” do Executivo no Estado.
“Acredito que não mudará nada. Antes, a Assembleia não era tão favorável ao Governo assim. Mas da gestão Blairo [Maggi] para cá,  há 15 anos a Assembleia é um puxadinho do Palácio Paiaguás. E vai ser cada vez mais”, avalia.

“Acredito que não mudará nada. Antes, a Assembleia não era tão favorável ao Governo assim. Mas da gestão Blairo [Maggi] para cá, há 15 anos a Assembleia é um puxadinho do Palácio Paiaguás. E vai ser cada vez mais”, avalia Onofre Ribeiro.

O perfil do eleitorado mato-grossense colabora para que apenas aqueles que já detêm mandato consigam se eleger.
“Renovar não vai, no sentido bem apropriado da palavra. O que nós temos são quatro ou cinco deputados que não se candidataram e vão ser substituídos. O eleitor... Você quando dirige um carro e coloca no ponto morto, ele não anda. O eleitor está em ponto morto. Existe toda essa indignação com a política e tudo o mais, mas ele é ignorante demais para associar indignação com renovação na Assembleia”, declara Onofre.
O professor Alfredo da Mota Menezes concorda. A avaliação do pós-doutor em História da América Latina é de que a revolta com a política se dá muito mais em meios sociais ligados à classe média e que a população de uma forma geral está mais preocupada com necessidades básicas e momentâneas. 
“Esse é um pensamento da classe média, de que está cansado da política. Você acha que a pessoa lá do interior com um grau de escolaridade menor, com quem o deputado teve algum relacionamento, você acha que mesmo ele tendo algum problema [com a Justiça], essa pessoa não vai votar?”, questiona Alfredo.
Onofre lembra o caso do deputado Mauro Savi (DEM), que ele avalia como nome quase certo à reeleição. O parlamentar ficou mais de três meses preso preventivamente por suspeita de envolvimento em um caso de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Ele foi solto e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deferiu sua candidatura por não haver nenhuma condenação em segunda instância.

“Savi desviou 30 milhões, mas o eleitor não tem noção. Ele quer saber daquilo que tem impacto na vida pessoal dele. Nós temos um eleitor analfabeto politicamente, ele é incapaz de associar a necessidade de acabar com essa corrupção e a possibilidade de eleger pessoas novas”, avalia Onofre.

Fonte:MIKHAIL FAVALESSA/
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