Bem-vindo(a). Hoje é Juruena - MT

“Nos últimos tempos observo que no Brasil cresceu uma cultura religiosa sem compromisso com a transformação da sociedade. (…) Isso me inquieta e me preocupa”, afirma o bispo de Juína - MT, Dom Neri, acrescentando que uma cultura religiosa descomprometida com a realidade na qual se vive “não traz fruto, transformação, libertação, não traz justiça e não traz solidariedade”.
Amigo ouvinte, trazemos hoje em nosso quadro “Nova Evangelização e Concílio Vaticano II” a participação do bispo da Diocese de Juína, Dom Neri José Tondello, desde janeiro de 2009 à frente desta Igreja particular do Mato Grosso.
Nesta edição nosso convidado nos fala sobre como, a seu ver, a Igreja no Brasil acolheu e tem implementando o Vaticano II encarnando-o em nossa realidade nestas mais de cinco décadas de caminhada pós-conciliar.
Dom Neri diz-nos que a Igreja no Brasil acolheu muito bem o Concílio, tendo tido grandes expressões de bispos, padres e iniciativas com a presença e participação dos leigos. Contudo, do seu coração de pastor o bispo de Juína manifesta uma inquietação de particular importância sobre os cristãos que estão sendo formados em nossas comunidades:
“Nos últimos tempos observo que no Brasil cresceu uma cultura religiosa sem compromisso com a transformação da sociedade. (…) Isso me inquieta e me preocupa”, afirma ele, acrescentando que uma cultura religiosa descomprometida com a realidade na qual se vive “não traz fruto, não traz transformação, não traz libertação, não traz justiça e não traz solidariedade”.
Dom Neri inicia partilhando conosco, por ocasião de sua recente passagem por Roma, a visita que fez naqueles dias um bispo emérito de 95 anos, no norte da Itália, que trabalhou muito, juntamente com Dom Hélder Câmara, na redação final dos documentos conciliares.
Nosso entrevistado trouxe-nos um dado particular destacado por esta testemunha viva do Vaticano II: já na época se dizia que seriam necessários 50 anos para que o Concílio pudesse se encarnar de verdade, se inculturar na realidade. Para este bispo de 95 anos “o Papa Francisco é a prática viva do Concílio Vaticano II”, e é o que se esperava, segundo ele. 
Fonte: Raimundo de Lima - Cidade do Vaticano

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