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Garimpeiro relata acidente e dificuldades em nova 'Serra Pelada' de MT: “De empresário a funcionário”
Situação sob controle, união entre garimpeiros e trabalho 100% braçal. É o que relata ao Olhar Direto, Flavio Alex Padovani, que esteve no “Serra Pelada” mato-grossense, localizada na Fazenda Dardanellos, a 10 quilômetros da cidade de Aripuanã (a 883 quilômetros de Cuiabá). As informações sobre a riqueza do local começaram a circular na última sexta-feira (26) e estima-se que mais de duas mil pessoas trabalhem incessantemente em busca de ouro. Após informações da ocupação da terra, o proprietário, que seria morador de São Paulo, registrou um boletim de ocorrência. A Polícia Federal informou estar ciente da situação. 



O local atraiu moradores de Juína, Colniza Juruema, Cotriguaçu e outros municípios, que seguiram para a propriedade privada, às margens da MT-208, sem equipamentos adequados ou uma estratégia definida. Munidos de picareta, marreta, punção e pá, os garimpeiros ensacam o maior volume de terra que conseguem carregar para chacoalhar na bateia de maneira circular e tentar extrair algumas gramas de ouro.
 
A intensa movimentação no município de pouco mais de 20 mil habitantes trouxe benefícios ao comércio local.  “O giro começou a subir. O pessoal está falando bem, que aumentaram as vendas, que o pessoal está movimentando a cidade”, relatou Flávio.

O morador também presenciou um acidente com uma caminhonete na estrada de mata fechada. Apesar do susto, não houve registro de feridos. “O pessoal está se organizando. Ontem teve um acidente. Uma caminhonete esbarrou em uma árvore e caiu de lado, não teve nenhuma vítima. Também não teve ninguém que se machucou lá dentro, nada aconteceu”, afirmou.
 
Segundo ele, as informações não são apenas boatos. “Tem dois dias que eu acompanho lá. Já viram ouro sim. Estão contentes com o resultado”, explicou. Ainda conforme ele, muitas pessoas terminam o expediente de trabalho e seguem para o garimpo. “Lá dentro tem todo e qualquer tipo de pessoa. Tem garimpeiro, funcionários de serraria, empresário da cidade, tem o pessoal que é funcionário dos comércios da cidade, comerciantes da rua”.
 
 Segurança 

A Polícia Federal afirmou que uma investigação foi iniciada sobre a situação do garimpo ilegal. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Promotoria de Justiça de Aripuanã, oficiará o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e demais órgãos competentes, para realizarem a fiscalização e a repressão no local.
 
Flávio também relatou que durante os dois dias que permaneceu no garimpo não houve registro de nenhuma briga. A situação está controlada. Até agora não teve nenhuma briga. O pessoal está trabalhando com muito respeito um com o outro. É um respeitando o outro a toda hora. O pessoal está bem contente, se esforçando bastante”, disse.

Histórico 

Este não é o primeiro garimpo ilegal do município. Em julho de 2017, ao menos 21 pessoas foram presas por atuação na exploração de minérios em uma área de garimpo clandestino.
 
Os presos foram flagrados explorando a área localizada a 18 km da cidade, onde aproximadamente 10 alqueires de floresta amazônica foram devastados sem qualquer avaliação de impacto ambiental. Os garimpeiros reviraram o solo e subsolo à procura de metais preciosos.

Serra do Caldeirão 

Em 2015, uma serra localizada a 20 quilômetros da cidade de Pontes e Lacerda (a 450 quilômetros de Cuiabá) viveu uma verdadeira 'corrida pelo ouro' e também foi chamada de nova “Serra Pelada de MT'. Grandes pepitas de ouro, amplamente divulgadas pela internet e por meio de aplicativos celulares, chamaram a atenção e 'acirraram' a disputa por espaço.
 
O ouro explorado tinha um grau de pureza de 99%. Por isso, o garimpo improvisado atraiu tantos moradores da cidade de 42,5 mil habitantes, sem experiência em mineração. Mais de 500 pessoas que atuavam no garimpo vieram de fora da região.

Serra Pelada
 
Serra Pelada foi o maior garimpo do Brasil cuja exploração se deu principalmente de 1980 a 1983. Localizado na Serra dos Carajás, no Pará, era um morro sem vegetação de 150 m2. Atualmente, só resta uma cratera de 24 mil m2, com 70 a 80 metros de profundidade, que as águas transformaram num lago poluído de mercúrio. Calcula-se que foram extraídos cerca de 45 toneladas de ouro desde sua inauguração até o fechamento oficial em 1992.
Fonte: Olhar Direto 
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