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Complexo de comunicação foi arrematado por R$ 500 milhões; Missão é salvar audiência global
O grupo Zahran comprou o grupo Jaime Câmara por R$500 milhões. A notícia da venda da TV Anhanguera, a jóia da coroa do grupo goiano, ainda não foi oficializada, mas segundo o Jornal Opção o negócio já foi realizado e Ueze Elias Zahran assume os negócios em 1º de janeiro. A negociação deveria ter sido fechada em maio, porém havia números de audiência a serem discutidos.
Inicialmente o grupo Jaime Câmara pedia R$750 milhões pela TV Anhanguera (Rede Globo) em Goiás e Tocantins, além dos rádios e jornais. O problema foram os jornais. O Jornal Daqui, voltado a camada popular, chegou a colocar em circulação 160 mil exemplares, ao valor de R$0,50 cada um, até que elevou o preço e caiu a

O terceiro lugar na colocação não agradou a Rede Globo, que se via atrás do SBT e da Record em Goiás. A média da TV Anhanguera é de míseros 8 pontos no Ibope

tiragem para 80 mil exemplares.
A situação do Jornal O Popular, existente há 80 anos em Goiás, e que circulava em Tocantins, Distrito Federal, e até mesmo na região na divisa com Mato Grosso, caiu para 20 mil exemplares (em um universo de 6 milhões de leitores) e se mantinha devido ao prestígio acumulado durante todos esses anos, sendo O Popular quem gerou todos os outros negócios do grupo goiano.
O grupo deixou de reinvestir quando seus herdeiros se mudaram para os Estados Unidos, e devido a falta de ânimo dos mais velhos, a empresa-mãe, a TV Anhanguera começou a perder audiência. O terceiro lugar na colocação não agradou a Rede Globo, que se via atrás do SBT e da Record em Goiás. A média da TV Anhanguera é de míseros 8 pontos no Ibope.
Esse foi o motivo principal da Rede Globo, no Rio de Janeiro, ter acionado Zahran, de Campo Grande, para incentivar os negócios em Goiás. O grupo Zahran fatura R$1 bilhão/ano e tem cerca de R$350 milhões em “gordura” para queimar, e pode ser esse o valor apresentado ao grupo goiano, que queria vender tudo, os títulos, as máquinas, os imóveis, e repassar as dívidas.
Apesar do prestígio, o grupo goiano depende muito do poder público para se manter, e pelos próximos anos o novo governador, Ronaldo Caiado (DEM) não poderá gastar com publicidade o mesmo que gastou o antecessor Marconi Perillo (PSDB) que gastou a média de R$150 milhões/ano, ou R$1 bilhão durante seu tempo de governador de Goiás.

Zarhan agora é dono da Globo em MT, MS e GO

A expectativa dos remanescentes do grupo goiano, ao menos da televisão, porque os jornais impressos não tem a atenção de Zaharan, é que use sua experiência na TV Morena (Campo Grande) e TV Centro América (Cuiabá) para recuperar a audiência da TV Anhanguera (Goiânia) fugindo do mundo-cão a que a televisão goiana tem se dedicado nos últimos dois anos, como reportagens de violência e exploração de dramas familiares, e volte a ter o famoso “padrão Globo de qualidade”.

P.S.: O Muvuca Popular lamenta a situação em que se encontra o Jornal O Popular, que durante anos foi referência na região do chamado “Mato Grosso Goiano”, na região do vale do Araguaia, em especial de Barra do Garças (distante 380 Km de Goiânia, e 520 de Cuiabá).
P.S.2: O Jornal O Popular (apesar do nome, é voltado para a classe média) tende a desaparecer porque a impressão se tornou muito cara em tempos das redes sociais, e também porque estamos em tempos de jornalismo de guerra, inaugurado no Brasil em 2015 para derrubar um governo popular e que até hoje continua à solta, e ainda não voltou para a caixinha, ou seja, o que era referência na sociedade acabou transformado em aliado ou adversário, conforme o julgamento dos leitores de um grupo político ou outro.
Fonte:  Muvuca Popular
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