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O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse hoje (27) que o presidente Michel Temer não irá prorrogar o prazo para a adesão à renegociação das dívidas do Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural). A prorrogação do prazo, que acaba no próximo dia 31 de dezembro, foi um pedido da futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina.
O prazo para a renegociação chegou a ser prorrogado pelo governo Temer diversas vezes. Segundo Marun, uma nova prorrogação teria impacto no Orçamento. “Entendemos que passando de um exercício para outro teremos ,talvez, alguns impactos orçamentários que não teríamos condições de resolver. Isto está sendo analisado, mas a tendência é que não haja essa prorrogação”, disse.
Marun disse ainda que, caso o próximo governo decida, terá espaço para conceder a prorrogação da renegociação de dívidas do Funrural, mas que terá dificuldades. “Se o governo seguinte entender que deve tratar isso de uma forma diferente, ele terá quatro anos para resolver essa difícil questão. Não é uma questão fácil de ser resolvida”, disse.
A questão da dívida do Funrural chegou a ser tratada na Câmara dos Deputados no início do mês, quando foi aprovado um requerimento de urgência para a votação de um projeto que trata do perdão dessas dívidas, cujo valor pode chegar a R$ 17 bilhões.
Marun informou também que Temer irá sancionar o Orçamento da União para o próximo ano e que a tendência é de que não haja vetos ao texto aprovado pelo Congresso Nacional em votação simbólica no último dia 19.
O Orçamento prevê o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,5% em 2019, com uma inflação medida pelo IPCA de 4,25%. O texto prevê ainda R$ 3,382 trilhões para o pagamento de despesas, sendo R$758,7 bilhões para o financiamento da dívida pública. O Orçamento fixa ainda o valor do salário mínimo em R$ 1.006 e a previsão de R$ 139 bilhões para cobrir o déficit nas contas públicas.
Durante a conversa com jornalistas, Marun disse que vai viajar para a Síria em janeiro, em sua última ação no exercício do cargo de deputado federal – como integrante de uma missão parlamentar. O ministro defendeu que as empresas brasileiras podem ter uma atuação relevante na reconstrução do país, que está em guerra.
De acordo com o ministro, os escândalos investigados na operação Lava Jato fizeram com que as empresas brasileiras perdessem espaço no restante do mundo. “A Lava Jato fez com que as nossas empresas se apequenassem a nível internacional”, disse Marun que considerou “um absurdo”, não ter empresas brasileiras participando da construção de estádios de futebol para a próxima Copa do Mundo, a ser realizada no Catar.
Agência Brasil (foto: Alex Ferreira / Câmara/arquivo)
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