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Depois de faltar na Câmara, ministro da Economia chega ao Senado 

 

Depois de se recusar a ir à Câmara dos Deputados falar sobre a reforma da Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou ao Senado sob forte esquema de segurança, nesta quarta-feira. Os corredores que dão acesso à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) foram esvaziados.
Segundo seguranças do Senado, o ministro pediu que todos os jornalistas e servidores fossem retirados dos corredores da Casa no momento da sua chegada. O Senado atendeu ao pedido de Guedes e proibiu a circulação de pessoas, mesmo credenciadas, no momento da chegada do ministro.
Normalmente, os jornalistas credenciados podem circular livremente pelos corredores das comissões do Senado, por onde o ministro passa para acessar à  reunião. A segurança do Senado informou que a determinação foi um pedido do ministro "por questão de segurança" .
Depois da confusão, o Ministério da Economia divulgou uma nota na qual "lamenta" o episódio ocorrido entre jornalistas e a segurança legislativa, no corredor de acesso à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, e disse que Guedes não pediu a retirada de repórteres e assessores.
"O ministério informa que, em nenhum momento, solicitou que qualquer cidadão fosse retirado dos corredores em função da presença do ministro Paulo Guedes e pede desculpas por qualquer eventual transtorno", diz o texto da pasta.
Guedes chegou ao Senado acompanhado de secretários do seu ministério. A reunião na CAE já começou e está sendo transmitida ao vivo.
Considerado o fiador da reforma da Previdência, Guedes não foi à Câmara na terça-feira por temer se tornar alvo de ataques dos deputados. No fim de semana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente da República, Jair Bolsonaro, haviam trocado farpas em torno da articulação da reforma da Previdência.
Hoje, o Orçamento já é engessado. O governo tem margem para cortar apenas 10% dele, fatia que corresponde às chamadas despesas não-obrigatórias, basicamente custeio e investimentos. Com a PEC, esse percentual cai para cerca de 3%, o que vai contra uma das principais bandeiras de Guedes, que é desvincular e desindexar todas as despesas. 
Na terça-feira, 13 partidos anunciaram apoio à reforma mas se opuseram a dois pontos : mudanças nas regras do benefício pago a idosos de baixa renda e na aposentadoria rural. São justamente os dois itens que o governo avalia rever, segundo fontes.


 

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