Bem-vindo(a). Hoje é Juruena - MT

O deputado mato-grossense José Medeiros (Podemos), vice-líder do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na Câmara, entrou na polêmica discussão sobre a comissão de frente da escola de samba Gaviões da Fiel, de São Paulo, que retratou uma batalha entre Jesus e o Diabo, com vitórias, em momentos diferentes da apresentação, para ambos. Nas redes sociais, o parlamentar disse acreditar “está mais do que claro” de que trata-se de um crime e pediu intervenção do Ministério Público.
Medeiros justificou a sua acusação com o código penal citando o decreto lei 2.848 de 1940, que aborda o sentimento religioso e o ultraje ao culto, que prevê pena de detenção de até um ano ou de multa. No entanto, outra citação do deputado, esta à constituição de 1988, contradiz o primeiro argumento ao defender que é “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias”.
As reclamações de Medeiros, político ultraconservador que fez carreira combatendo a esquerda, fazem coro às da bancada evangélica, que divulgou nota manifestando “profunda indignação e repúdio ao espetáculo”. O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Lincoln Portela (PR), disse que “aquela apresentação não é arte, é crime. Nenhum direito é absoluto, logo o direito à manifestação artística não se sobrepõe à inviolabilidade da consciência e da crença. Manifestações dessa natureza estimulam o desrespeito e a intolerância, caminho inverso àquele que nós, brasileiros, estamos buscando consolidar continuadamente”.
Pelas redes sociais, a escola explicou que a intenção era chocar, provocar uma reflexão e publicou fotos de trechos em que Jesus sai vitorioso da batalha, dizendo que “Jesus venceu o mal. Ele vive”.
 

Fonte: Só Notícias/Marco Stamm (foto: Só Notícias/arquivo)
Marcadores: ,

Postar um comentário

O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.