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O Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) dispensou a apresentação dos estudos de impacto ambiental para instalação de uma indústria de etanol de milho em Nova Mutum. A decisão plenária, do último dia 27, referenda parecer técnico da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).
O grupo responsável pela instalação será a Ethanol Indústria de Combustíveis S.A., registrada com endereço na BR-163, em Nova Mutum. A indústria terá capacidade para processar 529 mil toneladas de matéria prima por ano. Além do etanol anidro e hidratado, também serão produzidos farelos “com altos teores de fibra e proteína”, óleo bruto e energia elétrica.
Não foram divulgados valores dos investimentos previstos.
Com a instalação da indústria, Nova Mutum se juntará a outras cidades do Nortão na produção de etanol de milho. Em Lucas, a FS Bioenergia inaugurou uma planta em 2017. A mesma empresa anunciou, no ano passado, a implantação de mais uma planta, em Sorriso. Em Sinop, o biocombustível será produzido pela Inpasa, grupo paraguaio que está se instalando na região do Alto da Glória.
No final de 2018, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, em um estudo, que a produção de biocombustível proveniente do milho no Brasil tende a ocupar um lugar de destaque nos próximos anos, se depender da produção do etanol industrializado em Mato Grosso. Segundo o documento, do total saído das usinas no estado na safra 2017/18, cerca de ¼ da oferta de álcool é originário do etanol de milho, que tem um custo de produção inferior ao da cana-de-açúcar.
Benancil Martins, analista da Conab e responsável técnico pelo compêndio, afirmou ainda que, sem a participação do cereal, a produção estadual de etanol estaria praticamente estagnada nos últimos anos. “A produção total de etanol, contemplando os tipos anidro e hidratado, cresceu 37% entre as safras 2014/15 e 2017/18 em Mato Grosso, o que rendeu um incremento de 461,6 mil m3 no período, com grande contribuição do milho”.
O estudo alerta, no entanto, à preocupação de que essa tendência possa impactar no quadro de oferta e demanda do combustível mato-grossense, tendo em vista o mercado consumidor restrito do estado. “Para a safra 2018/19, há uma demanda de quase 2 milhões de toneladas de milho pelas usinas no estado, dentro de um cenário superior a 4 milhões de toneladas do cereal”, conclui.
Só Notícias/Herbert de Souza (foto: assessoria/arquivo)
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