Bem-vindo(a). Hoje é Juruena - MT

Necessariamente quem faz por Mato Grosso não tem que viver nesta abençoada e ensolarada terra onde nasceu Rondon. O engenheiro civil, empresário e político João Carlos de Souza Meirelles é bom exemplo dessa realidade. Meirelles executou o projeto urbanístico de Matupá e teve papel de destaque na fundação de Cotriguaçu e Juruena.
Meireles foi quem sugeriu ao empresário  Hermínio Ometto, o nome Matupá, para aquela cidade.
A cidade de Matupá nasceu de um projeto de colonização do Grupo Ometto, executado por Meirelles. O nome do lugar – conta Meirelles – surgiu acidentalmente. Operários descansavam à margem do rio Peixoto de Azevedo, perto da área urbana, quando um barranco se desgarrou e caiu na água sendo arrastado pela correnteza. Um índio que trabalhava para Meirelles lhe disse que aquilo era Matupá – pedaço de terra que fluta enquanto é levado pela água.
No final dos anos 1960, Meirelles foi o engenheiro que locou e construiu a rodovia de Barra do Garças a Alto Boa Vista (que ainda não existia). Essa via ganhou o nome de Estrada da Suiá-Missú, pois ligava a Barra àquela que era a maior fazenda do mundo, a Suiá-Missú, e que na sua região era conhecida como Fazenda do Papa. Mais tarde, a antiga rodovia ganhou a nomenclatura de BR-158, entre Barra e Estrela do Araguaia (vila demolida em dezembro de 2012 por um mandato de desintrusão que a transformou na reserva indígena Marãiwatsédé, dos xavantes).
Antes da Estrada da Suiá-Missú a ligação de Barra do Garças com Nova Xavantina (150 quilômetros) era feita por um picadão carrocável. Após Xavantina, rumo ao latifundio da Suiá-Missú não havia nem picada. Essa via facilitou projetos de colonização do pastor Norberto Schwantes, que em sua margem construiu Água Boa, e 36 quilômetros fora de sua margem, Canarana.
Em 2008 Meirelles tentou instalar em Rondonópolis um ambicioso projeto  que investiria R$ 3 bilhões na produção de biodiesel e energia elétrica, por meio do Grupo Cluster de Bioenergia composto por um consórcio de empresas de vários setores que abrangia empresas e investidores da agroindústria até o petróleo. Por pressão politica esse plano foi transferido para o Vale do Araguaia, com sede em Água Boa. Em 2013, com o Brasil em crise, o plano encolheu para R$ 1 bilhão, mas não se viabilizou.
Meirelles foi vereador e presidente da Câmara de São Paulo; o regime militar cassou seu mandato. No governo paulista exerceu cargos de secretário em diversas áreas. Presidiu o Conselho Nacional de Pecuária de Corte e a Associação dos Empresários de Amazônia. Exerceu outras funções relevantes no Brasil e em organismos internacionais.  Membro do diretório nacional do  PSDB, coordenou candidatura presidencial e ao governo  de São Paulo. Além disso, foi o autor do projeto urbanístico de Carcacaraí, em Roraima.
Muito identificado com Mato Grosso, Meirelles mantém relação de amizade com mato-grossenses Fonte:  boamidia
FOTO: Governo de São Paulo em arquivo
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