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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nota, hoje, atualizando as informações sobre o caso de Encefalopatia  Espongiforme Bovina (EEB), conhecida popularmente como “mal da vaca louca”, detectado em  Mato  Grosso na última semana. Oficialmente, a pasta comunicou que suspendeu “temporariamente a emissão de certificados sanitários até que a autoridade chinesa conclua sua avaliação das informações já transmitidas sobre o episódio, cumprindo-se, assim, o disposto no protocolo bilateral assinado em 2015”.
Conforme informações divulgadas pela agência Reuters, a suspensão das exportações, segundo o funcionário de uma empresa que atua no ramo, foi imposta nesta segunda-feira, quando o governo paralisou a emissão de certificados. A China é a maior importadora de carne bovina brasileira e comprou, em 2018, 332 mil toneladas, resultando em US$ 1,5 bilhão em negócios.
Ainda conforme a nota divulgada pelo Mapa, nesta segunda-feira, a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) determinou o encerramento do caso, sem alteração do status sanitário brasileiro, que “segue como risco insignificante para a doença”. Em  mais  de  20  anos  de  vigilância  para  a  doença,  o  Brasil  registrou  somente 3 casos de EEB atípica  e  nenhum  caso  de  EEB  clássica.
O Mapa garante que o caso registrado em Mato Grosso não coloca em risco a saúde da população. Segundo a pasta, a ocorrência é atípica, ou seja, não é causado pela ingestão de ração com produtos à base ou resquício de origem animal.
Ainda de acordo com o Mapa, a doença detectada ocorre de maneira espontânea e esporádica, e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados. O resultado do exame realizado pelo ministério foi divulgado na sexta-feira (31) e identificou  tratar-se  de um caso na forma atípica. O animal contaminado era uma vaca de corte de  17  anos.  A suspeita da doença foi detectada ainda  no   transporte para   o   frigorífico onde seria abatido, na região Norte de Mato Grosso.
Segundo o Mapa, não há nenhum risco para a população.  Todo  o  material  de  risco  específico  para  EEB  foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro.   Outros   produtos   derivados  do  animal  foram  identificados,  localizados  e  apreendidos     preventivamente, não havendo ingresso  de  nenhum  produto  na  cadeia   alimentar   humana   ou  de  ruminantes,  informa  o Ministério.
Após  a  confirmação  do  resultado  por  exame  de  laboratório  de  referência  da  Organização   Mundial   de   Saúde Animal (OIE), o Mapa informou à OIE e aos países importadores   o   caso.   O   Indea informa que a doença foi  detectada  durante  teste  de  triagem,  em  uma  análise  de  rotina  realizada  pelo  sistema de vigilância nacional.
“O Indea tomou todas as providências cabíveis e, após análise  em  laboratório  de  referência  no  Canadá,  foi  detectado se tratar  da  encefalopatia, na variedade atípica.    Essa    variedade    ocorre por conta da idade  do  animal,  ou  seja,  não  é  transmissível  a  outros  animais ou humanos”. “Ressaltamos que são realizadas ações rigorosas  de  fiscalização  em  estabelecimentos  de  criação  de  gado  no  Estado,  além  de  rotineiros testes nos alimentos fornecidos  aos  ruminantes,  de  modo  a  prevenir  a  ocorrência  da  doença.  O produtor rural mato-grossense conhece normas  brasileiras  e  está  comprometido  com  os  métodos  de  prevenção  em  vigor”.
A  Associação  Brasileira  das  Indústrias  Exportadoras  de  Carnes  (Abiec)  também  reforça  que  o  caso  não  representa risco para a cadeia de  alimentação  humana  ou  animal.  “A  Abiec  reafirma  que confia nos controles sanitários brasileiros e a identificação  do  caso  demonstra  a segurança e eficiência desses sistemas”.
Redação Só Notícias (foto: divulgação)
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