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O aumento nas contas de energia elétrica dos moradores do Estado de Mato Grosso já havia sido anunciado, mas a má notícia é que ela vem em dose dupla.
Que Mato Grosso tem uma das mais altas taxas cobradas da energia elétrica do país, não é mais novidade, mas, dois aumentos que ultrapassam a casa dos 20% em menos de 90 dias, a população considera um verdadeiro abuso.
No último dia 2 de maio de 2019, a Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aprovou o índice de reajuste tarifário da Energisa Mato Grosso, na casa de 11,29%. Lembrando que o reajuste anual é regulado pela Aneel.
No último dia 8 de julho, a sociedade ganhou mais um presente de grego, com o anuncio de mais um aumento no valor da tarifa da energia elétrica, desta vez com o reajuste de mais 10%, chegando a uma somatória que ultrapassa os 21% de reajuste.
Ou seja, a família que paga R$ 100,00 de energia por mês, em janeiro de 2019, com o aumento de maio, passou a pagar, R$ 111,29, e agora, com mais este aumento de 10%, esta mesma família, terá que pagar no final do mês, uma conta de energia elétrica que gira em torno de R$ 122,41, ou seja o aumento real do valor da tarifa é 22,41%.
O início de 2019 está sendo marcado por anúncios de reajustes em cima de reajustes, que vai desde o mais famoso, que são os combustíveis, que quando tem anuncio de reajuste, o aumento no valor do combustível é praticamente imediato nas bombas, mas quando tem anuncio de redução a maior parte não repassa para o consumidor e quando repassa é a “passos de tartaruga”, passando pelo aumento dos produtos mais simples da cesta básica, até a “bomba” da energia elétrica.
Hoje, são cerca de 1,4 milhão de unidade consumidoras no Estado de Mato Grosso.
Para a economia do Estado de Mato Grosso, que tem como boa parte da arrecadação, a cobrança do imposto ISCM da enérgica elétrica, que gira em torno dos 42%, os aumentos vão beneficiar ainda mais os cofres públicos do Estado.
Enquanto a empresa Energisa se beneficia com os aumentos dos valores das taxas, sejam elas verde, amarela ou vermelha, acumulando grandes lucros, e, em contrapartida o Governo do Estado de Mato Grosso é literalmente beneficiado, com o aumento da arrecadação do ICMS da energia, o povo tem que se virar, cortar na “carne” para economizar, porque vai pagar mais, mesmo gastando menos.
Moradores manifestaram sua indignação com o aumento: alguns comerciantes e outras autoridades disseram que o reajuste trará muitos prejuízos para a economia do Estado.
Diminuir o consumo de luz é uma das saídas para não ter que viver no breu. Mas também não está fácil pagar para iluminar a nossa vida. A energia elétrica tem pesado tanto no orçamento que esse foi o item que mais impactou o índice da inflação.
O que o André Balbino faz é o que todo brasileiro está tentando em casa ou no comércio para diminuir a conta de luz. Como não pode desligar as geladeiras, ele aposentou um dos dois aparelhos de ar-condicionado da loja. Mas a economia não consegue acompanhar a alta das tarifas.
Até lá, o melhor é seguir os cuidados simples da cuiabana Marilene Dantas: ela apaga a luz quando sai do quarto e toma banho frio. Mesmo assim, a conta já vem, em média, R$ 220 todo mês, e ela não se conforma:
Se não pagar, eles cortam. Eu acho um absurdo, um tapa na cara de todos nós”.
Numa conta de energia o consumidor paga pela: distribuição, pela energia consumida, transmissão encargos e tributos. Do governo federal paga-se o PIS e COFINS que chegam a valores altíssimos do valor total da conta, mas é o ICMS o imposto que mais pesa.
Mais preocupante é que todo o momento surgem noticias sobre déficits no setor elétrico, uma fatura acaba sendo jogada para o consumidor final. Nos últimos dias, por exemplo, a Agencia Nacional de Energia Elétrica anunciou um aumento de BILHÕESno orçamento da chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), uma conta que serve para cobrir subsídios dado tanto a empresas do setor como famílias de baixa renda.
Tudo isso é bancado pelo usuário de energia elétrica que tem que pagar uma conta de luz cada vez mais elevada.
A bandeira tarifária utilizada como referência nas contas de luz do mês de julho será a amarela.
Com a medida, as cobranças terão um acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 kw quilowatts-hora consumidos.
Em junho, a autoridade reguladora havia definido bandeira verde, situação em que não é cobrado acréscimo nas contas. A Aneel justificou a bandeira amarela pelo fato de julho ser um mês “típico da seca nas principais bacias hidrográficas do país”.
Aneel explica que, neste período, a tendência é de redução dos níveis dos principais reservatórios. Esse cenário requer o aumento da geração termelétrica, o que influenciou o aumento do preço da energia e dos custos relacionados ao risco hidrológico em patamares condizentes com o da Bandeira Amarela. – (Lauro Nazário)
Fonte: blogdovaldemir
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