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Fiscais do Ibama acusam Exército de não apoiar operações de fiscalização
Um ofício do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) revela que o comando das tropas do Exército responsável por dar suporte à missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ambiental como decretado por Jair Bolsonaro. Segundo reportagem do jornal O Globo, os militares teriam se recusado a apoiar as ações do Ibama em pelo menos três operações alegando que as ações poderiam resultar na destruição dos equipamentos irregulares. 
“Foi reportado pelos coordenadores de campo três situações em que embora as bases do GLO e as bases do GCDA (Coordenação Geral de Defesa e Área) estivessem articuladas no mesmo município e no mesmo período os Comandos Militares recusaram-se a prestar apoio devido ao fato de que a ação do IBAMA pudesse acarretar destruição de bens”, diz o ofício datado do dia 23 de setembro e expedida pela coordenação de operações de fiscalização. 
O Ministério da Defesa disse, em nota, que “a Operação Verde Brasil, por ser uma operação conjunta, demanda a execução de ações coordenadas entre as Forças (Armadas) e agências envolvidas”. Ainda conforme a nota, “para execução de ações necessárias à solução das ocorrências, há a necessidade de adoção para a melhor estratégia para cada situação”. 
O Ministério também informou que o balaço da Operação Verde Brasil já resultou em 22.661,98m³ de madeira apreendida, destruição de 18 acampamentos clandestinos, interdição de 4 madeireiras ilegais, R$ 56 milhões em multas 204 termos de infração lavrados, aplicação de R$ 56 milhões em multas, oito pontes destruídas, 77 pessoas detidas, além da apreensão de 17 caminhões, oito tratores e uma escavadeira.
Fonte: oglobo.globo.com
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