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Saúde de MT emite alerta às unidades de saúde sobre coronavírus
Assim como os demais estados brasileiros, Mato Grosso tem recebido do Ministério da Saúde (MS) diversos alertas com relação ao coronavírus por meio dos boletins epidemiológicos produzidos semanalmente pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), ativado com objetivo de preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil. Nesta terça-feira (28), o órgão federal de Saúde elevou a classificação de risco do Brasil para o nível “2”, que significa “perigo iminente”, após caso suspeito do vírus em paciente em Minas Gerais (MG). Até segunda-feira (27), o país estava em nível “1” de alerta.

Diante do cenário, a Secretaria de Estado Saúde (Ses-MT) informou que participou de webconferência com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, onde foram repassadas informações e orientações para possível entrada do vírus no país. “Diante disso, a Ses emitiu um alerta a todas as unidades de saúde sobre o coronavírus, com orientações referentes as características de casos suspeitos; contatos do órgão estadual para uma possível notificação e condutas que devem ser adotadas após essa notificação”, informou.

Conforme a Ses-MT, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também está orientando todos os portos e aeroportos do país, por meio de diversos meios, como por exemplo, com áudios nos aeroportos sobre medidas protetivas do vírus. “Em breve, a Anvisa fará uma reunião com a equipe da Ses, representantes dos aeroportos de Mato Grosso, entre outras pessoas que serão convidadas pela Agência”, frisou.

A Ses destacou ainda que, até o momento, não há nenhum caso confirmado da circulação do vírus no Brasil. “O Ministério orienta que todo viajante que esteve nos últimos 14 dias em território chinês, área considerada de transmissão ativa da doença, e apresenta febre tosse e dificuldade, deve procurar, imediatamente, uma unidade de saúde para relatar que esteve no local de transmissão ativa do vírus, pois este pode ser considerado caso suspeito”, orienta.

De acordo com as autoridades públicas, o novo vírus tem causado doença respiratória pelo agente coronavírus, com casos recentemente registrados na China. “Importante saber que os coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum”, informou o MS. “Alguns coronavírus podem causar doenças graves com impacto importante em termos de saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012”, acrescenta.

As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento, mas a disseminação de pessoa para pessoa, ou seja, a contaminação por contato, está ocorrendo. É importante observar que a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada. Apesar disso, a transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro e contato pessoal próximo, entre outros.
Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. Ocorrem ainda febre, tosse e dificuldade de respirar. Apresentando os sintomas, procure orientação médica.

VIAGEM - Anteontem, o Ministério da Saúde também passou a orientar que viagens para a China devem ser realizadas em casos de extrema necessidade. A recomendação faz parte das diretrizes publicadas no novo boletim epidemiológico do órgão, atualizado na terça-feira (28), com informações para vigilância e assistência da rede pública de saúde. Com quase três mil casos confirmados, segundo o último boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS), todo o território chinês passa a ser considerado área de transmissão ativa da doença. Com isso, as pessoas vindas desta localidade nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser consideradas casos suspeitos.

Em coletiva de imprensa realizada em Brasília (DF), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçou a orientação da pasta para que as pessoas tenham precaução na hora de viajar. “Nós desaconselhamos e não proibimos as viagens para a China. Não se sabe, ainda, qual é a característica desse vírus que é novo; sabemos que ele tem alta letalidade. Não é recomendável que a pessoa se exponha a uma situação dessas e depois retorne ao Brasil e exponha mais pessoas. Recomendamos que, não sendo necessário, que não se faça viagens, até que o quadro todo esteja bem definido”, disse.
Mandetta também garantiu que o Brasil está preparado para prestar a melhor assistência necessária para a população. “Temos um sistema de vigilância robusto, reconhecidamente robusto, que já passou por três momentos de muita intensidade: SARS, Influenza e zika. Em todas as ocasiões nosso sistema de saúde respondeu muito bem”, destacou o ministro, por meio da assessoria de imprensa.
Fonte: Joanice de Deus/Diário de Cuiabá
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