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Em 2020, o Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro) completa duas décadas. Para celebrar a data, o INCA lança a publicação Estimativa 2020: Incidência de Câncer no Brasil, no prédio-sede do INCA, no Centro do Rio de Janeiro.  A data torna-se ainda mais relevante para a conscientização em todo o mundo porque a epidemia global de câncer tende a aumentar nos próximos anos. Atualmente, 7,6 milhões de pessoas no planeta morrem em decorrência da doença a cada ano. Dessas, 4 milhões têm entre 30 e 69 anos. A menos que sejam tomadas medidas urgentes para aumentar a conscientização sobre a doença e desenvolver estratégias práticas para lidar com o câncer, a previsão para 2025 é de 6 milhões de mortes prematuras por ano. Estima-se que 1,5 milhão de mortes anuais por câncer poderiam ser evitadas com medidas adequadas. Mas a Organização Mundial da Saúde tem como meta reduzir em 25% os óbitos por doenças não transmissíveis até 2025.

O Dia Mundial do Câncer é uma oportunidade para disseminar informações sobre prevenção e controle do câncer, e levar questões atuais sobre a doença à população em geral. O papel do INCA, como membro da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) e órgão auxiliar para a política de controle do câncer no Ministério da Saúde, é sugerir e promover discussões e ações de comunicação, reforçando a relevância de uma atuação em rede nacional, regional e global.

Desde 2019 até o próximo ano, a UICC promove a campanha #IAmAndIWill (#EuSoueEuVou) com o objetivo de aumentar a exposição e o engajamento social em torno da temática do câncer, incentivando a construção da consciência e ação globais.
O slogan Eu sou e eu vou é um apelo ao compromisso pessoal: representa o poder que uma ação individual tomada no momento presente tem de influenciar o futuro. A premissa é que qualquer pessoa tem o poder de reduzir o impacto potencial do câncer na própria vida, na vida das pessoas que ama e no mundo.
“A leucemia é uma doença caracterizada pela expansão clonal de precursores hematopoiéticos na medula óssea (fábrica do sangue), ou seja, ocorre a produção das células anormais na medula óssea em substituição aos elementos normais”, explica a Dra. Bianca Ribeiro Barreto, hematologista infantil, prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.
São várias as linhagens celulares que derivam da medula óssea, a partir do tipo de glóbulos brancos que elas afetam. As leucemias podem ser divididas em 2 grupos: linfoides ou mieloides. Além disso, quanto ao tempo de crescimento, elas podem ser classificadas como agudas (crescimento rápido de células imaturas) e crônicas (as células maduras aumentam, porém, são anormais). “Na infância, por exemplo, as leucemias agudas representam 30% das neoplasias da criança. O tipo mais comum é a LLA (leucemia linfoblástica aguda), sendo os fatores de risco e prognósticos: idade da criança ao diagnóstico, contagem de leucócitos (células de defesa) no hemograma, e exames como imunofenotipagem e cariótipo, comprometimento do SNC (sistema nervoso central) ao diagnóstico e resposta precoce à terapia. No caso da LMA (leucemia mieloide aguda), temos como fatores de risco: exposição pré-natal (ao álcool, pesticidas e infecções virais), exposição ambiental (radiação ionizante, infecções virais, pesticidas, solventes orgânicos como o benzeno, dentre outros), além de doenças hereditárias e doenças adquiridas”, comenta a hematologista.
Nas leucemias agudas infantis, geralmente os sintomas são: palidez, hepatomegalia (fígado aumentado de tamanho), esplenomegalia (baço aumentado de tamanho), dor óssea, linfadenopatia, febre em consequência de infecções, sangramentos como petéquias (pontos vermelhos no corpo, que não somem a digitopressão), hematomas, sangramento de gengiva, hipertrofia gengival e infiltrações cutâneas. “O diagnóstico é realizado a partir de uma suspeita clínica, e, em seguida, são realizados exames complementares. O primeiro deles é o hemograma, cujas alterações importantes nos fazem realizar a coleta e análise da medula óssea, através do mielograma. Após esses, são realizados outros exames para melhores caracterizações dos tipos de leucemias”, ressalta a especialista.
O tratamento da leucemia visa eliminar as células malignas, para isso, são realizadas medicações quimioterápicas. Em alguns casos, o transplante de medula óssea é indicado. “Conseguimos nos prevenir da leucemia evitando alguns fatores de risco, como aqueles associados à exposição à radiação ionizante, solventes orgânicos (benzeno) e pesticidas”, finaliza.
Dra. Bianca Ribeiro Barreto – Hematologista Pediátrica, prestadora de serviços do Hospital América de Mauá | CRM: 166.231
Fonte: http://blogjornaldamulher.blogspot.com

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