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A criação de gado em áreas de desmatamento ilegal na região de Aripuanã estaria abastecendo frigoríficos da JBS. O esquema que envolve “maquiagem” em documentos e transporte sobre a origem dos animais foi denunciado pelo jornal diário britânico The Guardiam que afirma ter evidências de que a empresa, líder mundial da indústria da carne, estaria comprando de fornecedor irregular. A JBS nega que tenha conhecimento sobre o caso e, em nota, afirma que incentiva as investigações. Na reportagem, ainda estão citadas as empresas Minerva, que não foi localizado representante para comentar o assunto, e Marfrig que preferiu não se manifestar sobre a denúncia.

Segundo a publicação, o procedimento envolve a retirada dos animais criados em locais com desmatamento ilegal e levados para propriedade com documentação regularizada. Assim, a origem da produção constaria como “limpa”.

Um dos casos citados é da fazenda “Fazenda Estrela do Aripuanã - 15 km”, sob a responsabilidade de Ronaldo Venceslau Rodrigues da Cunha, que já teria sido multado em R$ 2,2 milhões no ano de 2012 por desmatamento em Aripuanã. A área de 1.455 hectares está sob embargo oficial e não pode ser utilizada para criação de gado.

Mas os animais ali criados seriam vendidos a frigoríficos como pertencentes a outra área, também administrada por Ronaldo da Cunha, a Fazenda Estrela do Sangue, a 300 km da fazenda sob embargo.

Os registros de movimentação de gado de junho de 2018 a agosto de 2019, segundo The Guadian, mostram que pelo menos 7 mil animais foram despachados da primeira fazenda para a segunda. A Fazenda Sangue enviou cerca de 7 mil bovinos para matadouros da JBS em Juína e Juara entre novembro de 2018 e novembro de 2019.

A empresa de Ronaldo da Cunha seria responsável por 102.000 bovinos em 16 locais, abrangendo cerca de 72.000 hectares de pastagem.

O jornal ainda questiona possíveis inconsistências entre os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e da empresa quanto às áreas dos fornecedores. Mas a JBS nega que tenha conhecimento de que as áreas usadas para criação de gado dos fornecedores estariam sob embargos.

Outro lado

Leia nota da JBS sobre o assunto

A JBS não compra gado de fazendas envolvidas em irregularidades e adota uma abordagem inequívoca de desmatamento zero em toda a sua cadeia de suprimentos.

A empresa esclarece que o serviço de logística e transporte fornecido e executado, de forma independente, deve atender às mesmas políticas de sustentabilidade da empresa, incluindo o bloqueio das fazendas que não estejam em conformidade com essas políticas. O serviço foi projetado para garantir que o gado seja transportado de acordo com os mais altos padrões de bem-estar animal, além de reduzir o impacto ambiental do transporte, otimizando a frota de caminhões e deve atender aos critérios de controle da Companhia. As informações mencionadas pela reportagem sobre o transporte de gado entre fazendas/clientes não refletem os padrões operacionais da empresa que iniciou uma avaliação sobre esse tema e que se encontra em andamento.

A Companhia foi uma das primeiras empresas do setor a investir em políticas e novas tecnologias para combater, desencorajar e eliminar o desmatamento na região da Amazônia – o mesmo se aplica ao que tem se chamado de “lavagem de gado” (uso ilegal de fazendas de terceiros para fornecer gado às unidades de processamento). Sobre esse tema, desde 1º de julho de 2020, foi acordado com o Ministério Público Federal do Brasil a adoção de um novo 'índice teórico' de produtividade pecuária como critério de monitoramento obrigatório para todos os processadores signatários dos TACs (Termos de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público Federal.) Esse índice foi desenvolvido inicialmente pela JBS em parceria com outras partes interessadas no âmbito do programa “Boi na Linha”. Além desse abordagem setorial, outras medidas são estudadas internamente.

Sobre a rastreabilidade de fornecedores indiretos, a JBS também investe em diferentes projetos, entre eles o estudo de uma abordagem inovadora em blockchain, além do direcionamento de um novo procedimento para as GTAs (Guias de Permissão de Trânsito Animal) que irá possibilitar à JBS e outras empresas processadoras de carne bovina solicitar e monitorar que seus fornecedores diretos comprem apenas bezerros de fazendas com status "GTA-Verde" (livre de desmatamento). Esse trabalho se baseia e tem origem em nossa rigorosa Política de Compra Responsável de matéria-prima, implementada desde 2009, que inclui monitoramento sistemático de todos os fornecedores diretos localizados na Amazônia. As fazendas que não cumprem essa política da JBS são imediatamente bloqueadas em sua cadeia de suprimentos.

A empresa encoraja que qualquer evidência de irregularidade individual ou nas fazendas deve ser denunciada às autoridades competentes para que possa ser abordada adequadamente.

Fonte:Andhressa Barboza - RDNews
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